terça-feira, 13 de março de 2012

Quando uma empresa precisa de "ajuda"?

É muito comum ouvir os empresários comentarem que "consultoria empresarial " é perder tempo e dinheiro. Muito comum também ouvir o empresáro comentar, durante uma consultoria, " Se eu soubesse disso antes...".
O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo, mas ao contrário do que acontece nos Estados Unidos, por exemplo, a formação ou conhecimento técnico do empreendedor não é compatível à sua vontade de ganhar dinheiro. Entender sobre processos produtivos, reaproveitamento e reciclagem de resíduos, redução de custos, marketing direcional, mídia direcionada, mailing focado, gestão financeira, reengenharia e planejamento é algo que soa como grego para muitos empresários.
Pudera, é fácil entender que o Brasil ainda não oferece condições de empregabilidade e renda que acompanhe o crescimento populacional e, a globalização e o avanço tecnológico diminuem a oferta de muitas vagas em posições tradicionais.
Cabe ao empresário buscar seu cliente, atendê-lo,gerir e treinar sua equipe e, muitas das vezes, o tempo não permite nem que se faça gestão de pessoal. Quem tem empresa sabe que o dono "faz tudo" e o que falta é o tempo...Às vezes falta muito mais o tempo do que o dinheiro. O que fazer então?
Não precisa se desesperar. Se a sua empresa está passando por problemas parecidos, queda de faturamento, ou uma demanda muito maior que o comum em determinado setor, nada melhor que um consultor empresarial, que busca sempre soluções personalizadas ao seu tipo de negócio, sendo um profissional preparado, que conhece as diferentes áreas de sua empresa, desde processos e produtos até gestão de RH e finanças. A consultoria existe para identificar os "gargalos" do negócio, otimizar o faturamento e reduzir custos e despesas. Faça o teste e contrate já um consultor especializado! Um novo mundo vai se abrir à sua frente! Contacte-nos através dos telefones 11 38597472 ou 97380-7308, Nextel 125*65044.

quinta-feira, 8 de março de 2012

A medicina e a política...

A atual crise internacional, por incrível que possa parecer, apresenta um cenário que seria inimaginável no início da década de 80 por exemplo, quando o Brasil vinha do período do milagre econômico, que culminou numa super inflação em 1985 e a condição de um dos países mais endividados do planeta.
Temos hoje um cenário de profunda recessão na Europa, principalmente Grécia e Espanha, mas acompanhados de perto por Portugal, Itália, França e Reino Unido, isso mesmo, Reino Unido! A terra da rainha também sofre com a dívida altíssima dos demais países da comunidade comum européia, por possuir títulos da dívida pública de países que estão à beira de uma moratória ( ou nem tanto ), países com grandes dificuldades para equalizar suas receitas e despesas. Em países como a Grécia, por exemplo, que tem sua maior fonte de receita oriunda do Turismo Internacional, a grande queda de massa produtiva, o aumento das despesas públicas, principalmente oriundas da assistência social causaram um desequilíbrio profundo e sombrio. O desafio é como aumentar a massa de trabalho num país ( ou em países) com taca de natalidade em queda, com uma grande população de aposentados e pensionistas. Uma indústria e comércio locais que praticamente não existem e consequentemente não geram arrecadação tributária? A falta de atividade econômica local gera uma queda na capacidade de investimento no setor produtivo, gerando um déficit tecnológico e certamente uma queda de competitividade em relação ao cenário mundial. Isso provocará ações governamentais para proteger a indústria do país mas... Olha só que caos... O mercado interno não se sustenta... O que fazer? Reduzir juros, diminuir benefícios sociais, dificultar o acesso aos mesmos, incentivar a entrada de investimentos externos para aquecer a economia e, ah meu Deus, causar um desequilíbrio cambial... O que fazer? E assim medidas serão tomadas, como remédios que tomamos para dor e causam efeitos colaterais no estômago, nos rins... Mas a economia funciona assim, até que um conjunto de medidas possam ser aplicadas de forma que o mal maior seja eliminado, pelo menos por hora.
E e Brasil, como fica nessa história? No anos 80, o Brasil aumentou e muito sua dívida internacional na captação de recursos para prover o milagre econômico. Aqueceu a economia e, como consequência, fomentou uma hiperinflação. Depois de muitos anos de tratamento mal aplicado, por conta de desmandos políticos, corrupção e ineficiência administrativa, até que o Plano Real ajudou a colocar a economia brasileira nos eixos... Mas um dos remédios que o Governo Brasileiro utiliza para conter a inflação é a alta de juros, desaquecendo a economia interna, que possui uma população crescente, uma previdência social que, apesar de deficitária ( por conta de corrupção e desvios) paga benefícios miseráveis. Bom, esses juros altos atraem muito os investidores internacionais, uma vez que na Europa e Estados Unidos, é um achado encontrar investimentos financeiros que paguem 3% ( ao ano ! ) com níveis de segurança e baixa volatilidade. Se atraímos muitos investidores, isso quer dizer que entram muitos recursos no país, muitos euros e principalmente dólares... Está aí um grande problema: O excesso de dólares causa um desequilíbrio cambial, valorizando de forma excessiva o real em relação ao mercado mundial, aumentando portanto as importações ( produtos em dólares ficam mais baratos ) e consequentemente nossos produtos, fabricados aqui e sujeitos a altíssima carga tributária perdem competitividade, inclusive no mercado interno. O agronegócio também perde com esse desequilíbrio, pois as commodities ( vamos chamar de mercadorias negociáveis ) são vendidas em moeda internacional ( dóllar ) e, se a cotação do mesmo cai, o valor relativo de determinado produto também cai. Prejuízo!
Bom... Mas se o dólar esta desvalorizando, a economia internacional é insuficiente para aquecer a economia brasileira, gerar emprego para essa avalanche de jovens que partem em busca de colocação todos os dias no Brasil... Mas aqui, por conta dos juros altos e de carga tributária pesada, a indústria perde competitividade e a economia interna começa a patinar...
A taxa de juros é o remédio mais usado no país, lembram-se? Pois é... Baixamos os juros... E foi isso que aconteceu! O Banco Central do Brasil reduziu a taxa referencial de juros em 0,75% para reaquecer a economia e o mercado interno, pois menores taxas de juros incentivam a cadeia produtiva, diminuiu o custo operacional das indústrias, teoricamente reduziriam os juros dos bancos ( que no Brasil utilizam um spread - diferença entre custo de captação e receita de venda do dinheiro - altíssimo e demoram para repassar essa redução ) e fazem com que os brasileiros saiam as compras, utilizem o crédito ofertado por um preço menor...
A redução da taxa de juros vai de fato aquecer nossa economia, efeito que será sentido a médio prazo, à partir de 60 dias e com seu maior nível em aproximadamente 120 dias quando, devido ao provável aquecimento da economia e uma consequente pressão inflacionária, muito provavelmente teremos um pequeno reajuste da taxa de juros novamente... Desta vez, tudo indica que será para cima... E assim vamos curando nossa pneumonia em detrimento ao nosso estômago...